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Moçambique recomenda promoção de corredores rodoviários regionais

  • Publicado em set 14, 2022.

O Governo recomenda os Fundos de Estradas de África para apostarem em corredores rodoviários por serem projectos com o potencial de gerar o desenvolvimento socioeconómico dos países do continente e conferir uma integração regional e continental integral por terra.

A exortação foi feita nesta terça-feira pelo Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, falando na cidade de Maputo na cerimónia de abertura da reunião do Comité Executivo da Associação dos Fundos de Manutenção de Estradas de África (ARMFA).

Ministro Carlos Mesquita proferindo o discurso de abertura

O país faz parte desta Associação através do Fundo de Estradas, Fundo Público (FE, FP), que actualmente preside o respectivo Grupo Focal da África Austral.

Carlos Mesquita garantiu que “o nosso Governo, à par de estradas rurais para dinamizar a agricultura e o comércio, tem estado a priorizar os principais corredores de desenvolvimento, por forma a que os países vizinhos possam ter acesso aos portos que Moçambique dispõe”.

Segundo o Ministro, é nesta senda, que depois que foi construída a Estrada Nacional número 4, ligando o país com a África do Sul, construiu-se e/ou reabilitou-se as estradas Maputo-Ponta do Ouro, incluindo a ponte Maputo-KaTembe, Caniçado-Mapai-Chicualacuala e Beira-Machipanda, ligando Moçambique e Zimbabwè; Mocuba-Milange e Cuamba-Mandimba-Lichinga, integrado no corredor de Nacala, conectando o país e Malawi.

Neste momento, está-se a finalizar as obras de construção da estrada Roma-Negomano, ligando Moçambique e Tanzânia, depois que construímos a ponte da Unidade sobre o Rio Rovuma.

“Sendo este tipo de projectos potenciais para promover o desenvolvimento socioeconómico dos nossos países, encorajamos aos Fundos de Estradas de África que consolidem iniciativas desta natureza, na busca conjunta de financiamento para o desenvolvimento de infra-estruturas rodoviárias”, recomendou.

Por outro, o Presidente do Conselho de Administração do FE, FP, Ângelo Macuácua falando na mesma sessão de abertura, reconheceu que para a instituição e para o Grupo Focal da África Austral da ARMFA constitui uma honra organizar e acolher o evento desta magnitude, em que participam os líderes de instituições que mobilizam e gerem os recursos financeiros destinados a construção e manutenção de estradas e pontes, infra-estruturas vitais na promoção do desenvolvimento económico e social do nosso continente.

“Esperamos que o ambiente acolhedor do nosso belo Moçambique inspire os membros do Comité Executivo da ARMFA na identificação dos melhores caminhos para implementar o novo plano estratégico da Associação; a implementar as deliberações da última Assembleia Geral, bem como a preparar condignamente a próxima Assembleia Geral da nossa Associação”, disse.

Na mesma ocasião, o Presidente da ARMFA, Ali Ipinge, , chamou atenção aos Fundos de Manutenção de Estradas para que identifiquem outras fontes de receitas além das taxas sobre combustíveis face à emergência de carros eléctricos e de carros mais eficientes no uso de combustível.

Falou igualmente da necessidade de se garantir uma plena ligação rodoviária entre os vários pontos do continente africano como forma de promover o desenvolvimento socioeconómico.

No segundo dia dos trabalhos, que após a abertura em Maputo passaram para o Bilene, na província de Gaza, o Comité Executivo recebeu as boas-vindas do Presidente do Município local, Mufundisse Nhamboze Chilengue, que convidou os participantes a deliciarem-se das maravilhas deste ponto turístico do país.

A ARMFA é um organismo continental apolítico e sem fins lucrativos que serve como uma plataforma e rede de partilha de experiências, conhecimentos e informações sobre as melhores práticas de financiamento da manutenção de estradas em África e promove, também, o fortalecimento de laços de cooperação entre os Fundos de Estradas de África, assim como assegura a sustentabilidade e advocacia junto dos governos, parceiros de desenvolvimento e instituições do sector de estradas para a necessidade de um financiamento adequado da manutenção de estradas.

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