Portagens circular

Cobrança em novas portagens arranca sem sobressaltos

Arrancou sem sobressaltos, quando os relógios marcavam 00:00h de hoje, 1 de Junho, a cobrança de taxas em sete novas portagens implantadas nas estradas nacionais números 1, 7 e 13, nas províncias de Gaza, Inhambane, Manica e Niassa.

Trata-se das portagens de Chidenguele, em Gaza, Nhacundela, Malova e Mapinhane, em Inhambane, todas na N1, Camuazanchenga, na N7, em Manica, bem como Utukulo e Congerenge, na N13, na província do Niassa.

O início da cobrança de taxas nestas portagens, insere-se no esforço de assegurar captação a contribuição dos utilizadores na manutenção destas estradas no âmbito do Programa Auto Sustentado de Manutenção de Estradas (PROASME), aprovado pelo Governo e em curso desde Janeiro de 2021 sob égide do Fundo de Estradas, FP, e Administração Nacional de Estradas, IP.

 Ensaios

Recorde-se que, o PROASME preconiza a operacionalização de 26 postos de portagem – com estes de hoje ficam a faltar seis – para a manutenção de cerca de 3800 km de estradas.

O início da cobrança foi, em todas as portagens, antecedido de cerimónias tradicionais, que decorreram, dependendo de cada posto, entre a tarde de ontem até cerca das 23 horas.

Feito isto, os portageiros, técnicos do FE, FP, e ANE, IP, bem como autoridades administrativas locais só tiveram que esperar o início do dia 1 de Junho para celebrar a passagem da primeira viatura, simbolizando a abertura oficial da portagem, momento que foi sendo registado para a posterioridade.

Em Chidenguele, província de Gaza, por exemplo, a primeira viatura foi de classe 4, tendo deixado a sua contribuição de 1000 Meticais para a manutenção da estrada quando eram sensivelmente 00:01 minutos.

Em Congerenge, no Niassa, as três primeiras viaturas que pagaram pelo uso da N13 são do Governo do distrito de Mandimba, que transportavam o Administrador e seu elenco, que acabavam de participar na cerimónia tradicional e de testemunhar o arranque do processo de cobrança.

Congerenge

O mesmo aconteceu em Utukulo, também no Niassa, onde a cobrança foi inaugurada pelas viaturas da comitiva do administrador do distrito de Chimbunila, que estivera na portagem para as cerimónias tradicionais.

A portagem de Malova, localizada no distrito de Massinga, foi inaugurada pela viatura da Rádio Moçambique, que fazia a cobertura jornalística do início da cobrança.

Na de Mapinhane, em Vilankulo, também na província de Inhambane, o primeiro utente a pagar a taxa de portagem foi o cidadão Mateus Sumbane.

Quando todas as portagens já tinham recebido contribuições de utilizadores das respectivas estradas, a de Camuazanchenga, no distrito de Bárue, em Manica, teve que esperar até 01:10 minutos para atender a primeira viatura, um camião como é mais comum na N7.

Receitas até as 7 horas

As sete portagens que entraram hoje em funcionamento estão instaladas em troços de estradas com volume variável do tráfego, havendo, daí, diferenciação na previsão de receitas a serem arrecadas.

A título de exemplo, dados das primeiras sete horas apontam que Chidenguele arrecadou 64.250 MT, Malova 24.150 MT, Mapinhane 17.650 MT e Nhacundela 72.800 MT, estas três em Inhambane.

Por sua vez, Congerenge arrecadou 8.100 MT, enquanto que Utukulo amealhou 6.700 MT.

1 carro de CamuazanchengaEnsaio de trfego em MapinhaneEntre Janeiro e Dezembro de 2021, o PROASME arrecadou cerca de 690 milhões de meticais que foram sendo aplicados, entre outras actividades, na manutenção periódica dos troços críticos das estradas N7, Matambo-Songo, em Tete, Mangungumete-Save e Chissibuca-Lindela, em Inhambane, Gorongoza a Muera, em Sofala, Metoro-Rio Lúrio, em Cabo Delgado, bem como na comparticipação na reabilitação da ponte sobre o Rio Limpopo, no Xai-Xai, em Gaza. Os fundos foram ainda para obras de manutenção de rotina de 1.889 km e no reforço da sinalização horizontal de 813 km de estradas abrangidas pelo Programa.

Só no primeiro trimestre deste 2021, foram arrecadadas receitas no valor de 164,02 milhões de MT, contra os 140,60 milhões de MT, de igual período de 2021, o que representa  um crescimento na ordem de 17 porcento.

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