Portagens circular

Manutenção de estradas só com contribuição de utilizadores

Não basta construir boas estradas. É importante que haja uma boa manutenção e está só acontece com a contribuição dos utentes, que são os principais beneficiários e destinatários das estradas.

Este é o posicionamento do Secretário de Estado em Manica, Edson Macuácua, que falava há dias à jornalistas, que faziam o acompanhamento das obras de manutenção periódica da N7, que liga Vanduzi e Changara (província de Tete) e da N260, que conecta a capital provincial e Espungabera, distrito de Mossurize.

E Macuacua

 

As duas vias fazem parte do Programa Auto Sustentado de Manutenção de Estradas (PROASME) em implementação desde 2021 e no âmbito do qual funcionam já as portagens de Lucite, na N260, e a de Púngue Sul, na N7, colectando receitas que são aplicadas na melhoria da transitabilidade nas mesmas rodovias.

Alias, sobre as portagens, que são a operacionalização do princípio de utilizador-pagador, o Secretário de Estado em Manica defende que vale a pena acarinhar por tratar-se de uma estratégia de  garante a sustentabilidade e estar a ser aplicada em todo o mundo.

“Que venham mais programas do género”, recomendou Edson Macuácua, acrescentando que a boa qualidade das rodovias que se pretende só poderá ser alcançada com a contribuição dos automobilistas.

Questionado se as receitas geradas nas portagens da N260 e N7 serão suficientes para os trabalhos de manutenção das duas estradas e outras da província, Edson Macuácua disse que se tratava de um “bom ponto de partida” e que a realidade e os estudos poderão ditar o futuro da iniciativa de colecta das contribuições dos utilizadores.

No entanto, garantiu que “não temos a menor dúvida de que este é um paradigma que veio para ficar e que é o melhor caminho para termos estradas em boas condições de transitabilidade”.

Nas palavras do Secretário de Estado em Manica, “não há economia sem logística, não há logística sem transporte, não há transporte sem estradas e para uma boa qualidade de estradas tem que haver manutenção e não há manutenção sem contribuição dos utentes”.

E para aumentar a contribuição dos utentes, está em fase conclusiva a construção da segunda portagem da N7. Trata-se da Portagem de Camuazanchenga que, juntamente com a de Púngue Sul, vai colectar receitas que permitirão melhores intervenções ao longo da rodovia, segundo Manuel Pinto, delegado do Fundo de Estradas, FP (FE, FP), em Manica. As previsões apontam para a colecta de cerca de 10 milhões de meticais por mês. 

Por sua vez, Iracema Mascarenhas, delegada da Administração Nacional de Estadas, IP (ANE, IP) em Manica também garantiu que os fundos colectados são mesmo para manutenção das estradas nas quais as portagens funcionam e que só depois poderão suportar despesas em outras rodovias da província.

   

   

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